Sim, dependo de ti.

Dizem que dependo muito de ti, que às vezes não quero mais ninguém, que não devia andar tanto ao teu colo.

Foste a primeira voz que escutei, antes de conseguir ouvir a minha.

Foste o primeiro coração que ouvi bater, quando ainda estava longe de perceber que batia por mim.

Foste o primeiro aroma que senti, aquela fragrância de miminho e aconchego.

Foste a primeira separação (com o corte do cordão umbilical) que vivi e a prova de que existem amores que resistem a tudo.

Foste o primeiro colo que conheci, muito antes de saber que existiam outros disponíveis.

Foste a primeira mancha que tentei decifrar, quando estava longe de imaginar quão nítida se tornaria para mim a imagem do teu rosto.

Foste a origem da primeira canção que ouvi, não imaginas como cada tom me fazia sentir abraçado.

Foste a primeira fonte de alimentação que conheci. Na tua mama ou no biberão era ali que obtinha o que de mais básico precisava enquanto os nossos olhares cúmplices se cruzavam.

Foste a primeira forma de amor incondicional que conheci, ninguém imagina a dimensão daquilo que existe entre nós.

Sim, dependo de ti.

Sim, às vezes só te quero a ti.

Sim, quero estar ao teu colo.

Depois de tudo o que vivemos e continuamos a viver juntos, faria sentido ser de outra maneira?

 

“Quanto mais apegada a criança se sentir à mãe, mais segura se sentirá em relação a si e ao mundo. Quanto mais amor receber, mais amor conseguirá dar. O apego é tão importante para o desenvolvimento da criança como a alimentação, ou o respirar.” – Robert Shaw

 

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Publicado por Tânia Correia

Mestre em Psicoterapia Cognitiva-Comportamental, Lisboa Menina desde 1990, mãe desde 2015, mulher desde algures pelo meio até agora. Foi com base nestas três componentes – menina, mulher e mãe – e após descobrir o feito hercúleo que pode ser equilibrá-las que criei um blogue/página do facebook – a 3m’s. A entrada no mundo da maternidade rapidamente se revelou menos “purpurino-brilhante” do que havia imaginado. O cansaço, as incertezas, a dificuldade em lidar com a ambivalência de sentir vontade de seguir o meu instinto ou de respeitar tudo aquilo que me haviam incutido, as emoções contraditórias em relação a um momento que supostamente deveria ser feliz - tudo isto me levava a sentir uma mãe menos capaz. Além disso, o meu M de mulher havia perdido espaço, vivia nas sombras, reprimido, o que também trazia sofrimento. Surpreendentemente, não estava só, éramos muitas a sentir o mesmo, a precisar de alguém que validasse as nossas preocupações, que nos permitisse viver todos os nossos M’s sem culpa, que nos desse um abraço e afagasse a cabeça enquanto sussurrava ao ouvido que não temos de ser perfeitas – é esta a pessoa que tento ser e a marca que procuro deixar nos meus (nossos) artigos. Recentemente desenvolvi um programa de intervenção que transporta para a esfera real muito daquilo que ao longo do tempo foi partilhado na 3m’s. Poderei ser uma mãe que se sente completa, com disponibilidade para a sua prol, se não cuidar de mim enquanto mulher? Poderei ser uma mulher feliz se não me sentir uma mãe livre? Poderei viver os meus papéis de mulher e mãe ignorando a menina (a infância) que continua a viver em mim? Estas e outras questões são respondidas em grupo no programa 3m’s. Acompanhe-nos no facebook: https://www.facebook.com/3msmeninamulhermae/ Visite-nos no blogue: https://3mssite.wordpress.com/ Envie-nos um e-mail: 3msmeninamulhermae@gmail.com

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