Vamos deixar de catalogar as crianças, se faz favor?

“És um bebé!”; “És mesmo teimoso!”; “Só fazes asneiras!”; “Não tens vergonha de ser preguiçoso?”.

O que sentiríamos, pensaríamos e decidiríamos se, no nosso local de trabalho, o nosso chefe passasse a vida a dizer “és sempre a mesma coisa!”, “não fazes nada bem!” ou “estás sempre a queixar-te!”?”

Quantas vezes brindamos os nossos filhos com estes “mimos” e outros do género? Ou ouvimos outros pais fazê-lo com os seus? E quais as suas consequências para a autoestima da criança?

Quando estamos cansados e sem paciência para procurar as razões que estão por detrás do comportamento, é mais fácil catalogar, colocar rótulos. Mas isso traz consequências negativas no futuro, sobretudo na autoestima.

“A classificação reflete a tendência de nossa identidade de se defender da diferença que o outro representa. Rotular é enquadrá-lo numa categoria que o reduza e simplifique para nós. É preciso um esforço para se afastar dos referenciais próprios e observar a beleza da diversidade”. – Eliana Braga Atihé

Reflexões sobre catalogar as crianças

Como se sentirá quem é catalogado ou rotulado?

Tentemos colocar-nos naquele lugar. O que sentiríamos, pensaríamos e decidiríamos se, no nosso local de trabalho, o nosso chefe passasse a vida a dizer “és sempre a mesma coisa!”, “não fazes nada bem!” ou “estás sempre a queixar-te!”?

Teríamos vontade de melhorar ou nem por isso?

E o que decidiríamos fazer dali para a frente?

Tal como os adultos, também as crianças agem melhor quando se sentem melhor. E às vezes é tão simples fazer a diferença. Pense nisto. 

Foto de Paula Perrier | Modelo: Max Fama/Kids)

Publicado por Nuno Martins

Sou pai a dobrar, na casa dos 40, e tenho um sonho: ajudar as crianças de hoje a serem adultos (mais) felizes amanhã. A minha paixão pela parentalidade levou-me a lançar em co-autoria, no segundo semestre de 2016, o site chupetavip.pt, com textos úteis sobre o tema e onde também partilho as minhas aventuras em família, no blogue #eupaizinho. No início de 2017 decidi aprofundar conhecimentos sobre educação positiva, com a qual me identifico, e obtive uma certificação internacional em Disciplina Positiva, validada pela Positive Discipline Association. Recentemente lancei a solo a Academia Educar pela Positiva, através da qual pretendo ajudar pais e educadores na importante missão de EDUCAR, com base nos princípios e “ferramentas” práticas da Disciplina Positiva, modelo educativo que mudou (para melhor) a minha vida e a relação com os meus filhos. “Talvez não possa mudar o mundo, mas acredito que posso tocar cada família. Uma de cada vez", é o mote deste projeto de intervenção pedagógica, que estou a dar a conhecer de norte a sul de Portugal, através de workshops e outras ações de sensibilização/formação, cujos conteúdos são aplicáveis quer em casa como na escola. Se quer conhecer mais sobre estes projetos, visite: Sites www.chupetavip.pt www.educarpelapositiva.pt Facebook: www.facebook.com/chupetavip www.facebook.com/academiaeducarpelapositiva

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